A respeito de postagem supostamente satírica postada e já retirada do ar, do site de O Diário de Maringá a respeito de dimensões genitais apesar de não considerar discriminatório julgo no mínimo constrangedor este tipo de abordagem pois passei por uma situação semelhante quando caminhava na companhia da minha família (filhos então com 14, 12 e 10anos) andando pelo calçadão de Curitiba.
Na ocasião um daqueles palhaços que ali fazem ponto fizeram-nos uma abordagem nesta mesma temática, com gritos histriônicos, causando mal estar e desconforto a mim e a meus filhos.
Discriminações eu senti e sinto em diversas ocasiões como por exemplo nas mídias onde raramente o oriental é citado como parte étnica da composição deste país multi-étnico.
Na infância ouvi diversas vezes “japonês, calabrês foi o diabo que te fez”, em muitas delas entoadas por provavelmente descendentes de italianos sem perceber que ele mesmo estava sendo vítima tal o quadro de diferenciação aplicado ao oriental. ( a quadra foi composta inspirada na II Guerra Mundial).
Modernamente, a isso se poderia chamar de “bullyng”.
É, os tempos mudaram. Ate passeatas GLTBS são realizadas com boa aceitação pela sociedade. Creio portanto que o conhecimento da genitália masculina de descendentes de orientais e africanos (ambos citados na postagem original) deva também ser entendida e respeitada porquanto evetualmente creio ter sido penoso e doloroso o investimento feito lá atrás pelos que assim concluiram a respeito do tamanho da genitália.
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